O Manchetômetro é um site de acompanhamento da cobertura da grande mídia sobre temas de economia e política produzido pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP). O LEMEP tem registro no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e é sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O Manchetômetro não tem filiação com partidos ou grupos econômicos.

Parceria

Quem somos

O Manchetômetro é um site de acompanhamento da cobertura da grande mídia sobre temas de economia e política produzido pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP). O LEMEP tem registro no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq e é sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O Manchetômetro não tem filiação com partidos ou grupos econômicos.

Missão

O objetivo principal do Manchetômetro é servir como ferramenta da cidadania, possibilitando a qualquer pessoa o acesso a dados e análises sobre o comportamento da grande imprensa acerca de questões fundamentais para nossa vida coletiva.

A qualidade da informação recebida pelo público é diretamente proporcional à qualidade de um sistema democrático. Se focarmos o aspecto eleitoral da democracia, somos levados a concluir que a informação de qualidade é fundamental para que o eleitor faça as melhores escolhas. Se mirarmos para o aspecto deliberativo da democracia, ou seja, aquele que explica como as instituições de governo obtém legitimidade por meio da formação da opinião pública, somos obrigados a reconhecer o caráter fundamental da informação de qualidade.

É fato que nas sociedades de massa contemporâneas, a despeito do fenômeno multiplicador e pulverizador da internet, as grandes empresas de mídia detêm um quase monopólio sobre a produção de conteúdo jornalístico. Tal poder de fato é tamanho que alguns autores chegam a chamar a mídia de “Quarto Poder”, aquele que estaria a vigiar os outros poderes públicos. A própria mídia busca legitimação social e política ao reclamar para si o papel de “cão de guarda” do interesse público.

A democracia, para bem funcionar, não permite a existência de poderes absolutos. Todos eles devem estar submetidos a mecanismos de freios e contrapesos. Se a função da mídia é ser o poder que vigia os outros poderes, então, necessariamente deve haver mecanismos para se “vigiar” o cão de guarda. É essa a missão do Manchetômetro.

Metodologia

No início de julho de 2014, o Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP) colocou no ar o Manchetômetro. Durante os meses seguintes, a equipe fez o acompanhamento diário da cobertura das eleições nos jornais impressos Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e O Globo, e no Jornal Nacional da Rede Globo, noticiário televisivo de maior audiência no país. A equipe também incluiu na base de dados e gráficos do site o período anterior à campanha eleitoral, retrocedendo a análise até o começo de 2014, a fim de que os usuários pudessem avaliar se houve mudanças com o advento do período de campanha.

Após o fim do período eleitoral, o Manchetômetro continuou a acompanhar a cobertura de economia e política dos maiores veículos de comunicação brasileiros, produzindo dados quantitativos e artigos qualitativos acerca de tais temas.

No caso dos jornais impressos, as análises levadas a cabo no Manchetômetro são focadas nas capas. Tal escolha se baseia nas seguintes justificativas:

  1. A capa de um jornal tem poder comunicativo muito maior do que as notícias de seu miolo. A manchete, as chamadas e as fotos da capa são os elementos comunicativos mais vistos na publicação, seja pelos assinantes e seus familiares, pelas pessoas que compram os jornais nas bancas ou mesmo pelas pessoas que circulam todos os dias em frente às bancas de revistas, onde as capas dos jornais diários são expostas para a apreciação pública.
  2. As manchetes e chamadas expostas na capa são aquelas consideradas mais relevantes pelos editores do jornal, as que melhor resumem o conteúdo de toda a publicação, as que supostamente atraem mais os leitores. A capa funciona como um índice, um guia para leitura.

O Manchetômetro analisa também as páginas de opinião. Estas apresentam três tipos de textos: editoriais, artigos de opinião e colunas. Os editoriais contêm a opinião dos donos e editores dos jornais, aqueles responsáveis por tomar as decisões sobre quais temas serão cobertos e como eles serão abordados, seja em reportagens ou em outros artigos de opinião. Os colunistas, por sua vez, são profissionais de diversas áreas que escrevem periodicamente nas páginas dos jornais. Sua presença reflete ou tenta refletir muitas vezes uma pluralidade de perspectivas ou reforçar posicionamentos específicos. Por fim, os artigos de opinião são textos feitos por articulistas convidados que escrevem sobre temas específicos e não estão vinculados ao periódico.

A análise do Jornal Nacional, por sua vez, leva em conta todo o conteúdo veiculado diariamente pelo telejornal. Além da codificação de valências, os tempos das notícias são computados, o que nos permite mapear a exposição relativa de cada assunto, personagem, partido ou tema polêmico.

A principal metodologia utilizada no Manchetômetro, a Análise de Valências, já pertence à tradição dos estudos de mídia e foi empregada de maneira pioneira no Brasil por Marcus Figueiredo, professor e pesquisador do antigo IUPERJ, atual IESP-UERJ. Tal análise busca responder à seguinte pergunta: o texto em questão expressa alguma posição quanto ao assunto ou aos personagens mencionados Dividimos nossas valências em quatro tipos: positivas, negativas, neutras e ambivalentes. As notícias favoráveis são as que contêm referências predominantemente positivas ao personagem ou tema em questão, sejam elas factuais ou normativas (exemplo: “Programa X diminuiu drasticamente os níveis de desnutrição infantil nos estados da Região Nordeste” ou “Fulano de Tal cumpriu a maioria de suas promessas de campanha”); as contrárias são aquelas que contêm referências predominantemente negativas ao personagem ou tema em questão (exemplo: “Política econômica do governo não detém inflação” ou “Cicrano não é um ministro confiável”; quando o texto é mormente descritivo e destituído de conteúdo claramente positivo ou negativa, ele recebe a classificação de neutro (exemplo: “Congresso aprova lei Y” ou “Conheça as novas regras do programa Z”); e em caso de equilíbrio entre referências negativas e positivas, a notícia é classificada como ambivalente (exemplo: “Desemprego cai, mas inflação aumenta”).

Como as manchetes e títulos de capa são taquigráficos, frequentemente utilizamos a interpretação do texto que vem abaixo para determinar a valência correta. Já no caso dos artigos de opinião, editoriais e textos mais longos na capa, a valência é atribuída a partir de um julgamento acerca de todo o conteúdo da matéria, pensando as referências nela contidas.

As notícias são classificadas por um membro da equipe e posteriormente revisadas por um segundo membro. Em caso de discordância sobre a valência atribuída, um terceiro membro é consultado e seu veredicto funciona como critério de desempate. A equipe é instruída a fazer classificações conservadoras – ou seja, apenas identificar valências positivas ou negativas nos casos em que a inclinação for clara e intensa.

João Feres Júnior

Coordenador
Graduado em Ciências Sociais e mestre em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas, mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York, Graduate Center. Professor do IESP-UERJ e coordenador do LEMEP e do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA).
http://lattes.cnpq.br/4890516395721831

Fernanda Cavassana

Pesquisadora
Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mestre em Comunicação e Doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pós-Doutoranda do IESP-UERJ. Pesquisadora do LEMEP.
Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/3407738332416687

André Felix

Pesquisador Computacional

Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio. Mestrando em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Pesquisador nos grupos de pesquisa Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (GEMAA) e LEMEP.

http://lattes.cnpq.br/5962042478046087

Beatriz Bandeira de Mello

Pesquisadora
Graduada e mestranda em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro da em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisadora no Grupo de Relações Internacionais e Sul Global (GRISUL/UNIRIO) e no LEMEP.
http://lattes.cnpq.br/9636235769254179

Eduardo Barbabela

Pesquisador

Graduado em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, mestre e doutor em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Pesquisador do LEMEP. Pós-Doutorando pelo IPEA.

http://lattes.cnpq.br/4396035484541642

Lidiane Rezende Vieira

Pesquisadora
Graduada em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, mestre e doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Pesquisadora do LEMEP e do grupo de Pensamento Político Brasileiro e Teoria Política, Beemote, ambos sediados no IESP.
http://lattes.cnpq.br/7358862050255037

Luiza Medeiros

Pesquisadora
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Doutoranda em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). Pesquisadora do LEMEP.
Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/3129220706234782

Marcia Rangel Candido

Pesquisadora Associada
Graduada em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ), mestre e doutoranda em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Pesquisadora do LEMEP, subcoordenadora do GEMAA, membro do comitê editorial do periódico Cadernos de Estudos Sociais e Políticos (CESP) e assistente editorial de Dados – Revista de Ciências Sociais.
http://lattes.cnpq.br/8218670555490057

Mariane Costa Matos

Pesquisadora

Graduada em Comunicação Social e Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense. Doutoranda em Ciência Política do IESP-UERJ. Pesquisadora do LEMEP.

Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/1072975447653055

Natasha Bachini Pereira

Pesquisadora Associada
Graduada e mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Doutora do IESP-UERJ. Pesquisadora do LEMEP e do Núcleo de Estudos de Teoria Social e América Latina (NETSAL), ambos sediados no IESP-UERJ.
http://lattes.cnpq.br/5704777452170998

Eliara Santana

Pesquisadora Associada
Graduada em Comunicação Social – Jornalismo – pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, com especialização em Revisão de Textos pelo IEC – PUC Minas, mestre e doutoranda em Linguística e Língua Portuguesa pela PUC Minas. Editora de texto da Revista ContraPonto.
http://lattes.cnpq.br/2975816284668343

Juliana Gagliardi

Pesquisadora Associada
Graduada em História Bacharel em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em Comunicação Social (com habilitação em Jornalismo) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós Doutoranda do IESP-UERJ. Pesquisadora do LEMEP.
http://lattes.cnpq.br/8988292692850772

Patricia Bandeira de Melo

Pesquisadora Associada
Graduada em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco e em Administração pela Universidade de Pernambuco. Mestre em Comunicação e doutora em Sociologia pela UFPE. Pesquisadora titular e professora do Mestrado em Ciências Sociais para o Ensino Médio da Fundação Joaquim Nabuco (MPCS/Fundaj) e membro do Núcleo de Estudos em Estatísticas Sociais da mesma instituição (NEES/Fundaj).
http://lattes.cnpq.br/4263428043620385

André Madruga

Coordenador de Marketing, Comunicação digital e Mídias Sociais

Graduado em Comunicação Social (com habilitação em Jornalismo) pela Facha e analista de mídias sociais (Igec/Facha). Tem experiência em cobertura política, marketing digital e produção de conteúdo para sites, blogs e redes sociais. É também colaborador do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB) e do GEMAA, ambos produzidos pelo IESP-UERJ.

EQUIPE JORNAIS

Álvaro Vicente Costa Silva
Amanda Giffoni
Ângelo Brum
Antonio Dauar
Antonio Fernando Cavalcante Oliveira Filho
Carolina Stavale
Carolina Suelen Attili
Fabricio Teló
Felipe Toledo Duarte
Francisco José Freire Ribeiro
Gabriela Viana de Lima
Guilherme Jesus Pires de Mello
Guilherme Sobrinho Lopes Rodrigues
João Gabriel Danon Tavares
João Ribeiro Pinto
João Sevilla
Karoline Rodrigues de Moraes
Lawrence Pinto Silva
Manuela Corrêa Leda
Maria Adriana Farias Rodrigues
Mariana Cunha Bhering
Mozara de Souza Rodrigues
Nathália Dias Lopes
Nathália Julia de Souza Ribeiro
Olga Zunino
Pablo Henrique Mendes da Silva
Paula Frias dos Santos
Tatiana Vasconcelos Fleming Machado
Virgínia Maria Lapoian Leite

EQUIPE POLÍTICA EXTERNA

Ana Lúcia Gonçalves
Anna Clara Rodrigues Sondahl Bibiani
Felipe Honorato
Isadora Wadi
Lucas Brito
Lucas Odilon
Luíza Duque
Martin Maitino
Patricia Guimarães de Campos
Stephanie Clemente

EQUIPE REDES SOCIAIS

Andressa Liegi Vieira Costa
Bruna Paes Leme Medina
Elisa Nascimento
Igor Silva Figueiredo
Juliana Leitão
Keila C. G. Rosa
Lucas Loureiro
Mariana Soares
Robson Nunes de Farias Silva
Rodrigo Ananias